domingo, 16 de julho de 2017

Uma Magia Mais Escura, de V. E. Schwab

Sinopse:

Kell é um dos últimos viajantes, magos com a capacidade rara e muito desejada de viajar entre universos paralelos, ligados através de uma cidade mágica.

Existe a Londres Cinzenta, suja e aborrecida, desprovida de qualquer magia e regida por um rei louco: George III.

Existe a Londres Vermelha, onde a vida e a magia são veneradas e onde Kell cresceu com Rhy Maresh, o herdeiro irreverente de um império próspero.

Existe a Londres Branca, um lugar onde as pessoas lutam para controlar a magia e a magia contra-ataca, consumindo a cidade até aos ossos.

Outrora, existiu a Londres Negra. Mas já ninguém fala dela.

Kell é oficialmente o viajante da Londres Vermelha, embaixador do império Maresh, guardião da correspondência mensal entre as realezas de cada Londres. Não oficialmente, é um contrabandista, servindo as pessoas dispostas a pagar pelo mais pequeno vislumbre de um mundo que nunca verão. É um passatempo difícil, cujas consequências perigosas Kell sofrerá em primeira mão. Fugitivo na Londres Cinzenta, conhece Delilah Bard, uma fora da lei com aspirações grandiosas. 

Primeira, rouba-o, depois, salva-o de um inimigo mortífero e, por fim, obriga-o a levá-la para outro mundo à procura de uma verdadeira aventura. Mas uma magia perigosa cresce e a traição está em todas as esquinas. Para salvar todos os mundos, têm, antes de mais, de sobreviver. (in Goodreads)



Opinião:

Aqui está um livro com uma história nova e que me fez sentir como da primeira vez que li Rowling, Tolkien, Hobb, Lynch, Clare, Martin. Não podia ser melhor! A história agarrou-me completamente, logo nas primeiras páginas e puxou-me para o seu interior e não me largou. Estava com expectativas bastante altas para este livro, mas foram ultrapassadas em grande escala, pois superou todas as expectativas. Tudo na história está perfeito, desde as personagens, aos acontecimentos...tudo! Assim, este é o primeiro de uma trilogia que promete muita magia e ação.

O livro conta a história de Kell, um dos dois últimos Antari nos Mundos, e das suas missões entre Londres, uma vez que ele tem a capacidade de criar portas para as diferentes Londres, de modo a viajar por cada uma. Ele é um viajante entre Mundos, um mago com a poder da magia de sangue, a mais forte de todas, bem como um olho de cada cor: um azul muito bonito e um completamente negro, em ter iris ou parte branca. Existem quatro Londres: a Cinzenta, a Vermelha, a Branca e a Negra. A Cinzenta é a Londres normal, a real, no tempo do Rei George III, em 1819. Nela não há magia. A Londres Vermelha é aquela onde há magia, é onde Kell mora, fazendo parte da família real. A Branca é uma Londres ressentida e cruel, onde todos têm fome de magia e onde é preciso lutar para ser rei, sendo governada pelos irmãos Dane, Athos e Astrid, cruéis e com capacidades mágicas imensas, tendo como ajudante Holland, o outro Antari existente. Depois, há a Londres Negra, que é uma espécie de lenda: consumida pela magia há séculos atrás, caiu em desgraçada, tendo sofrido uma grande catástrofe mágica. Todos os objetos vindos de lá, as relíquias, foram escondidos e destruídos, bem como pessoas com poderes mágicos, tendo sido aqui que muitos Antari foram mortos, não poque fossem maus, mas porque as pessoas tinham medo que eles fossem um género de peste de contágio de magia para as outras Londres. Sendo que, na ordem de posicionamento das Londres, a Branca era a mais próxima da Negra, foi ela que teve de criar mais defesas e lutar sozinha contra a força da magia negra que envolveu a Londres Negra, sendo esse o motivo do seu ódio para com a Londres Vermelha, que, estando mais distante, não teve de se preocupar tanto (isto na opinião da Branca). Todas elas são acessíveis para os Antari, excepto a Negra, na teoria, uma vez que todas as portas para ela foram seladas. Ou seja, Londres é um ponto fixo em vários mundos paralelos.

Kell faz parte da família real desde os cinco anos, mas o seu passado é um mistério. Com cerca de vinte, não se recorda de onde veio nem quem eram os seus pais de verdade. Sendo que a magia Antari não segue nenhum vínculo de parentesco nem nada, aparecendo de forma aleatória, segundo os conhecimentos dos sábios, Kell não tem forma de saber as suas origens. Tem nos reis uns pais e no príncipe, um irmão. Rhy e Kell são unha e carne e uma bela dupla. Kell tem como funções as questões diplomáticas e o ensino de Rhy quanto à magia. Porém, nas horas vagas tem como passatempo negociar objetos das diferentes Londres com possíveis curiosos ou colecionadores, que o procuram para trocar objetos. 

Mas Kell não é a única personagem com maior relevo. A história também acompanha Lila, uma jovem ladra e aspirante a pirata, habitante da Londres Cinzenta, desconhecedora da existência das outras Londres. Quando os caminhos de Lila e Kell se cruzam, a aventura ganha asas. 

Kell e Lila estavam sossegados nas suas vidas, até que Kell vai à Londres Branca numa missão diplomática e quando se estava a preparar para regressar a casa, aparece uma mulher das sombras com um pedido para um irmão moribundo. Ela entrega uma carta a Kell e pede-lhe para a entregar ao irmão, dando-lhe também um pagamento, algo embrulhado num pano. Dentro desse pano está uma pedra mágica, com uma runa da mais antiga magia: Vitari, um objeto da Londres Negra. Depois de ser atacado e de chegar à conclusão que aquilo tinha sido uma cilada, Kell foge para a Londres Vermelha, onde volta a ser atacado e bastante ferido. Então, decide fugir para a Cinzenta. Assim que lá chega cai aos pés de Lila, que o vê aparecer do meio da parede. No meio da confusão, Lila acaba por roubar-lhe a pedra, sem ter noção do que é que estava a roubar. Assim começa uma grande aventura, onde a magia está presente em grande estilo e em que não param de acontecer grandes momentos de ação e emoção. 

Tudo no livro é bom. 

As personagens são fantásticas. Fiquei completamente apaixonada por Kell, pois ele é uma maravilha. Bastante bondoso, nunca quer fazer realmente mal durante as lutas por que vai passando, muitas delas terríveis e horrendas, acabando quase sempre bastante mal tratado. Lila é um ladra muito engraçada, valente e inteligente. Gostei muito da forma como ela apoiou Kell e de como a relação deles foi progredindo, sempre no meio de muitos perigos. Holland também é excelente e, sem ele, Kell não teria tido oportunidade de se revelar, uma vez que a força de Holland estava sempre num nível mais elevado que a de Kell. Athos e Astrid são uma bela dupla, vilões fortes e bastante alucinados, que trouxeram muita ação e momentos de loucura à história. Rhy também é engraçado, sempre a espalhar charme. Gostei muito da forma como os destinos das personagens se foram entrelaçando e de como a autora orquestrou todos os momentos, todos os detalhes que culminaram em desfechos brilhantes e grandes momentos de cortar a respiração ao longo da narrativa. 

A narrativa, por seu lado, também está excelente. Cheia de dinamismo, ousadia e brilho, a narrativa é bastante alucinante. A magia que a preenche e lhe dá vida e cor é algo novo no campo do Fantástico, pelo menos em relação ao que tenho lido. Se bem que a manipulação dos elementos naturais esteja sempre na base destes sistemas, o que acontece geralmente na Literatura, aqui também há a manipulação do sangue, que vai ligar à manipulação do interior do corpo humano e dos seus órgãos. Isso permitiu à autora descrever cenários de certas lutas onde o sangue aparece em grandes quantidades, mas que está feito de um modo bastante harmonioso. 

A existência de várias Londres pode parecer confusa no início, mas é um conceito bastante bem explorado e simplificado logo no começo da obra, o que permite uma familiarização com o contexto da história que permite uma compreensão total do mundo imaginado pela autora, que é bastante rico e complexo. Gostei muito da forma como a autora a contextualizou e como tornou tudo tão simples e normal. Toda a história por trás dos acontecimentos presentes na obra também está muito bem elaborada, com momentos bem definidos, sem serem forçados, aparecendo no decorrer da história, de diálogos entre as personagens e nas suas memórias, de modo a criar uma naturalidade e um contexto rico e interessante, uma história com a sua História.

A intriga também está bem presente no enredo, aliás, tudo nele é intriga. Todos os movimentos, todos as ações e motivações das personagens têm por base uma intriga muito maior, um conjunto de intrigas paralelas entre si, que vão culminar num grande momento de apoteose brilhante, muito bem conjurado pela autora, que faz um trabalho excelente de modo a interligar todos os acontecimentos e aspetos de modo a criar algo único, rico e complexo.

Outro aspeto que me conquistou foi a ação. A narrativa é repleta de ação, é como que uma montanha russa de emoções. Não existem momentos parados, mas sim uma completa aventura imensa, cheia de grandes duelos, perseguições e fugas, onde nem tudo o que parece o é. A magia é engenhosa e também as personagens, o que cria momentos de grande tensão e adrenalina. A constante ação, aliada a uma escrita fluída e cheia de ritmo e à curiosidade em saber como é que Kell e Lila se vão desenvencilhar dos problemas, promove uma leitura muito rápida e constante. Confesso que, por vezes, abrandei o ritmo da leitura para fazê-la durar mais tempo! 

Mas há algo mais para além da ação. Há os dilemas das personagens, os laços criados entre si, entre a família, o dever. Há ainda a luta entre a vontade e a submissão. Pode-se fazer uma leitura muito mais metafórica do que vai acontecendo às personagens, em especial a Kell, quando começa a usar a pedra mágica. Se bem que não seja novidade a possessão por parte de objetos mágicos na Literatura (o Anel e Frodo, em O Senhor dos Anéis, por exemplo), é sempre um momento de grande tensão acompanhar personagens em que tal acontece. O duelo entre Kell e e a pedra faz com que tudo se torne ainda mais negro e nebuloso, tornando-se numa metáfora para além de um perigo constante que tal oferece à personagem. Também gostei desta parte da história e acho que lhe deu um toque mais profundo e denso, criando ainda mais laços entre o leitor e Kell. 

Também gostei das descrições, sendo que estas são uma constante da história, criando uma imagem visual muito forte e real, o que permite ao leitor visualizar perfeitamente tudo o que está descrito, tanto a nível ambiental e das roupas e outros detalhes, como das ações das personagens e até dos duelos mágicos. 

Sem dúvida, uma das leituras do ano, que recomendo vivamente a todos os que gostam de uma bela aventura, repleta de ação, perigo, loucura, magia e muitas reviravoltas. O começo de uma trilogia que tem tudo para ser uma das melhores aventuras literárias, que já tem interesses para o cinema. 

NOTA (0 a 10): 10

domingo, 9 de julho de 2017

O Terceiro Desejo, de Andrzej Sapkowski

Sinopse:

"(...) uma perspetiva refrescante no género da fantasia." - Foundation

O seu nome é Geralt de Rivia. Dizem que é um bruxo e um assassino sem misericórdia que vagueia pelo mundo à caça de monstros e predadores. Mas na verdade vive de acordo com o seu próprio código de conduta. A sua espada serve, em troca de uma recompensa, poderosos reis amaldiçoados, mas também os mais desfavorecidos.

Ao longo das suas viagens, Geralt encontra todo o tipo de criaturas - algumas saídas da mitologia eslava e dos contos populares dos irmãos Grimm - como vampiros e lobisomens, elfos, quimeras e estriges, trolls e génios que o tentam, satisfazendo todos os desejos.

Mas este é apenas é o início das suas aventuras como viajante e feiticeiro que irá desafiar o destino num mundo em que criaturas de todas as raças coabitam numa paz precária prestes a despedaçar-se... (in Edições Saída de Emergência) 



Opinião:

Depois de ter lido grandes opiniões em relação a este livro não podia ficar indiferente. A saga que inspirou um dos jogos mais famosos de sempre (The Witcher), chegou à Edições Saída de Emergência. Decidi apostar e ainda bem, pois foi uma excelente experiência! Gostei imenso, foi uma lufada de ar fresco. Agradeço desde já a oportunidade de o ler em conjunto com a Edições Saída de Emergência.

Neste primeiro livro da saga é nos apresentado Geralt de Rivia, o famoso bruxo que tem alcançado enormes feitos relativos à caça de seres mágicos e perigosos e outros assuntos relacionados com magia e sobrenatural. O livro está dividido como que em duas partes: presente e passado. No presente, os capítulos intitulados A Voz da Razão, é apresentado Geralt no período de convalescência após a primeira aventura narrada. Ao longo desses capítulos ou seja, ao longo desse período de calma, Geralt vai relembrando algumas das suas missões e aventuras enquanto conversa com outras personagens que vão aparecendo, como Jaskier, um poeta e trovador, muito engraçado e brincalhão. Confesso que quando Jaskier apareceu ainda tornou as aventuras de Geralt mais engraçadas e mirabolantes, fazendo com que gostasse mais do livro.

Geralt é uma personagem muito interessante. Com um passado misterioso, dei por mim a querer saber mais sobre ele, sobre como se tornou bruxo e como foram as suas aventuras que lhe deram a sua fama. A curiosidade, em conjunto com a forma como a prosa está encadeada, fizeram com que o livro fosse lido num ápice. Em relação às outras personagens, todas elas são encantadoras. Ou seja, todas tem um papel importante, muito divertidas e sombrias, ao mesmo tempo. O autor conseguiu criar um leque imenso de personagens, várias para cada aventura, praticamente, e todas elas são diferentes, todas elas são riquíssimas e dinâmicas. Jaskier foi a personagem que mais gostei, em conjunto com Geralt e Yennefer, que também é muito engraçada. 

O enredo é muito bom, repleto de aventuras e ação. O autor não se poupa nos acontecimentos e na forma como os narra, havendo de tudo. São várias aventuras que servem como pano de fundo para a fama de Geralt e todas elas são únicas e cheias de emoção. Gostei muito, tanto da narrativa em si, como da prosa, como das diferentes aventuras. Sempre com humor, ação e aventura, o autor criou algo novo dentro de um género onde há várias outras histórias. 

A existência de seres mágicos "tradicionais" (elfos, anões, vampiros...) e de outras personagens presentes nas histórias tradicionais recolhidas pelos Irmãos Grimm, fez com que tudo ainda se tornasse melhor. O autor deu um olhar totalmente novo e remodelado a histórias, personagens e seres já conhecidos. Achei este aspeto totalmente fantástico e inovador. 

As descrições também estão muito boas, elaboradas e sempre presentes para dar algo à história e à ação em si. Nunca são demasiadas nem exaustivas e têm sempre um quê de humor e diversão. Tal como a escrita. 

A escrita é excelente e, a meu ver, um dos maiores trunfos da história e do autor. Ela é fluída, dinâmica, mordaz e irreverente. O autor não tem problemas em usar determinados vocábulos e jogos de palavras, indo sempre ao cerne da questão e mostrando audácia tanto na escrita como na narrativa. 

Em suma, uma excelente aposta da editora e espero ler em breve o segundo volume, que já saiu por cá e tem como título A Espada do Destino. Recomendo totalmente a todos os que gostam de uma aventura sem limites! 

NOTA (0 a 10): 10  

sexta-feira, 7 de julho de 2017

O Segredo da Casa de Riverton, de Kate Morton

Sinopse:

Verão de 1924
Na noite de um glamoroso evento social, um jovem poeta perde a vida junto ao lago de uma grande casa de campo inglesa. Depois desse trágico acontecimento, as suas únicas testemunhas, as irmãs Hannah e Emmeline Hartford, jamais se voltariam a falar. 

Inverno de 1999
Grace Bradley, de noventa e oito anos de idade, antiga empregada da casa de Riverton, recebe a visita de uma jovem realizadora que pretende fazer um filme sobre a morte trágica do poeta. 
Memórias antigas e fantasmas adormecidos, há muito remetidos para o esquecimento, começam a ser reavivados. Um segredo chocante ameaça ser revelado, algo que o tempo parece ter apagado mas que Grace tem bem presente. 

Passado numa Inglaterra destroçada pela primeira guerra e rendida aos loucos anos 20, O Segredo da Casa de Riverton é um romance misterioso e uma emocionante história de amor. (in Goodreads)


Opinião:

Mais um arrebatador romance escrito por uma das autoras que mais gosto de ler dentro deste género, que acaba por ser um misto de romance com mistério e thriller. Kate Morton tem-se mostrado como uma autora fantástica, dotada de uma escrita fabulosa e de um enorme poder para contar histórias, encadeando todos os detalhes, todos os momentos de modo a criar algo único e excelente. Este é o terceiro livro que leio dela e só tenho a referir aspetos positivos!

Riverton. Uma casa antiga, com mais de 300 anos de história. Uma família nobre, famosa e ilustre. Uma época de mudança, guerra e paixão. Contada na perspetiva de Grace, criada da família, esta é a história que assombra as paredes de Riverton e que nunca foi contada verdadeiramente. Uma história forte, cheia de emoções e muitas surpresas, que faz com que a leitura seja feita de forma frenética e veloz, uma vez que o leitor está sempre na expectativa de descobrir mais...de descobrir o segredo de Riverton.

Gostei muito da história e das personagens.

Em relação às personagens, posso afirmar que gostei de todas. Se bem que tenha acabado por ter um tanto raiva de Emmeline, pela sua personalidade, pelos seus feitos..., todas elas estão excelentes. Grace acabou por ser a minha favorita: discreta, com uma história escondida e crucial nos momentos mais importantes, acabei por gostar muito dela. Hannah é a personagem mais interessante, mais sombria e misteriosa, excepto Robbie, que a ultrapassa. Gostei de todas elas, uma vez que é um leque muito heterogéneo e distinto, cada qual com a sua parte na trama, o seu papel definido e único.

A história está primorosamente contada por Grace, uma excelente narradora. Quase com 100 anos, a antiga criada da casa e depois criada pessoal de Hannah, Grace tem uma história para contar ao seu neto, história essa que a marcou e lhe cria remorsos no seu coração. O que à partida parece ser uma coisa, logo acaba por se mostrar outra. Este aspeto está sempre presente nos livros da autora, o que os faz serem tão bons e imprevisíveis. Este não é excepção. A história das irmãs Hartford é muito forte. A família, o amor e o dever. Eis as bases que as regem e que regem toda a trama. Aqui não há espaço para meias palavras, nem para momentos delicados. Tudo se passa com grande fulgor e paixão e ambas as irmãs têm que enfrentar grandes acontecimentos que acabam por por à prova a sua amizade e amor entre ambas.

Ser guiado por Grace desde os seus 14 anos, quando foi trabalhar para a mansão, até aos seus quase 100 anos é uma experiência interessante, uma vez que ela tem muitos segredos para desvendar e contar. Tendo acompanhado a vida de Hannah e Emmeline desde a sua juventude, sabe tudo sobre elas e sobre o que levou à loucura na famosa festa dada em Riverton em 1924, no auge dos loucos anos 20. O mistério está muito bem contado, as pistas são dadas em pequenas doses e o leitor pode seguir por esta história como se estivesse presente em todos os momentos, como se estivesse de mão dada com Grace através da história. 

O facto dos acontecimentos narrados atravessarem um longo período de tempo, cerca de 20 anos, também dá outras mais valias à história. A Primeira Guerra, as mudanças sociais e económicas, a entrada na década de 1920 e tudo o que estes anos trouxeram (música, emoções, modas...), a liberdade social e de costumes que se começou a viver na época...tudo está aqui presente e tudo faz parte do contexto da obra. Kate Morton, mais uma vez, usou todos esses aspetos para criar um contexto perfeito e único, em que tais aspetos servem a história, dando-lhe coerência e realidade, sendo parte viva das personagens e do enredo em si.

As descrições estão soberbas, magistrais. É como se o leitor estivesse defronte de tudo o que é descrito. Aliás, logo na primeira página é possível entrar na história, começar logo a fazer parte do quadro visual que é ali apresentado. Imaginar logo a primeira cena foi o que me fez entrar automaticamente na história. Assim, a vivacidade das descrições em conjunto com a poesia da forma de escrita, faz com que a leitura da obra seja um momento maravilhoso, onde se entra na trama e se acaba por fazer parte do enredo.

Já tinha acontecido isso nos livros anteriores. A autora consegue sempre dar tudo de si e de tudo o que cria para dar prazer ao leitor, através das variadas descrições das personagens, da ação, dos espaços, dos objetos..., passando pela história e acontecimentos, até chegar ao cerno do mistério que há para desvendar. Porque há sempre um mistério escondido, algo que tem de ser dito, que tem de ser descoberto.

Mais um maravilhoso livro de Kate Morton, que recomendo sem reservas. Romance, mistério e muita emoção numa história bem contada.

NOTA (0 a 10): 10

sexta-feira, 9 de junho de 2017

O Assassino do Bobo, de Robin Hobb

Sinopse:

Tomé Texugo tem levado uma vida pacífica há anos, retirado no campo na companhia da sua amada Moli, numa vasta propriedade que lhe foi agraciada por serviços leais à coroa. Mas por detrás da sua respeitável fachada de homem de meia-idade, esconde-se um passado turbulento e de violência. Na verdade, ele é FitzCavalaria Visionário, um bastardo real, utilizador de estranhas magias e assassino. Um homem que tudo arriscou pelo seu rei, com grandes perdas pessoais.

Até que, numa noite fatídica, um mensageiro chega com uma mensagem que irá transformar o seu mundo. O passado arranja forma de se intrometer no presente, e os acontecimentos prodigiosos de que foi protagonista na companhia do seu grande amigo, o Bobo, vão voltar a enredá-lo. Se conseguirem, nada na sua vida ficará igual... (in Edições Saída de Emergência)



Opinião:

É com imenso gosto que escrevo esta opinião. Robin Hobb é uma das minhas autoras favoritas e desde que a Saída de Emergência começou a editar cá os seus livros que os tenho lido. Ora, depois de duas sagas maravilhosas, é uma delícia poder voltar a entrar neste reino e a visitar os Seis Ducados, Torre do Cervo e, principalmente, a encontrar FitzCavalaria Visionário, a minha personagem literária favorita. Ao começar este livro foi como se voltasse atrás no tempo ou como se voltasse a uma memória ou acontecimento muito querido. Deu-me uma sensação e emoção únicas e foi com grande alegria que me deixei levar pelas páginas desta brilhante aventura. 

O primeiro livro de uma trilogia deliciosa e repleta de emoção!

As personagens continuam perfeitas. Fitz continua o mesmo. Apesar de mais velho, o seu corpo mantém a aparência da casa dos trinta, devido à cura pelo Talento administrada pelo círculo de Respeitador nos livros anteriores. Mas a nível psicológico, de maturidade, continua o mesmo. E continua como só ele podia ser. Confesso que, se ele amadurecesse verdadeiramente, podia deixar de ser tanto como ele é. Acho que não gostava muito que isso acontecesse...talvez para preservar a personagem como a ideia que faço dela, mas acho que, com a história que aqui está, é provável que ele amadureça. No entanto, permanecerá para sempre aquele rapaz que foi levado para o Castelo de Torre do Cervo para servir como assassino. 

Mas, apesar do Fitz ser especial, também há outras personagens e posso dizer que gosto de todas. Moli também me é muito querida. Sempre gostei dela e sempre torci para a ver com o Fitz. Depois de tudo o que lhes aconteceu, o repouso e amor entre os dois é mais do que merecido. Gostei de reencontrar Moli e muitas das emoções mais fortes foram por causa dela. 

Breu, Kettricken, Respeitador, Urtiga, Enigma e muitas outras personagens voltam para fazer as delícias dos leitores e voltam todas cheias de força e pujança, mesmo que nem todas apareçam muito ao longo da história. 

Não querendo estar a contar muito, outra personagem nova que aparece é verdadeira um miminho! Abelha é perfeita. É como que aquilo porque a história tem estado a ser contada. Parece ser a base de todos os livros, o culminar da história. Há muito para descobrir sobre ela, mas espero que o mistério seja bastante adensado ao longo das histórias seguintes! 

E há muitas novas personagens, todas fantásticas. 

Robin Hobb é única. Mais uma vez dá-nos uma história que só ela podia ter escrito. As personagens continuam iguais, cheias de força e carisma, os locais também continuam a transmitir a mesma serenidade emocionante. A escrita continua a ser como que uma viagem serena, pacifica. É como um maravilhoso conto de antigamente, contado oralmente, no princípio dos tempos. Tudo neste livro faz lembrar os anteriores, tudo e nada. 

A história é muito diferente. Fitz vê-se numa situação completamente nova. Casado, ao lado da sua amada que envelhece (e ele não), Fitz só quer paz e sossego. Porém, algo mais está em marcha e ele volta a ser posto em serviço, se bem que de um modo bastante intrigante e esquivo. Mas, para além de todo o enredo de mistérios, profecias e segredos, há mais do que isso, há a vertente familiar. Abelha ganha. não só um lugar privilegiado e único na vida dele, mas também capítulos da sua autoria, deixando-nos entrar no seu mundo, na sua perspetiva e na sua mente tão peculiar e aguçada. 

Se a narrativa não tem tantas aventuras como as que podiam ser esperadas, tem algo mais. Tem um contexto familiar que prende o leitor de um modo mais filial, mais íntimo. E este é apenas o começo de uma trilogia que vai ser fantástica. O final do livro é totalmente comovente, deixando tudo em suspenso, tudo em aberto e pronto para a maior aventura de todas, maior, mais perigosa e mais emocionante. Amizade e família, o maior dilema de Fitz vê-se, mais do que nunca, concretizado. 

Quanto à escrita, Hobb dá-nos mais um doce. É com enorme expectativa que as folhas vão sendo devoradas e dei por mim a tentar abrandar o ritmo da leitura para fazer render a história. Porque, se bem que queria ler mais, também queria saborear tudo em pormenor. As palavras são escolhidas de modo a criar um encadeamento melodioso e delicado que promove uma leitura a dois tempos: veloz nos momentos de ação, calma nos momentos mais descritivos e introspectivos. É o tempo perfeito para a narrativa. 

Em relação às descrições, é um prazer voltar aos locais visitados tantas vezes e encontrar, mesmo que com algumas mudanças, aquele "cheiro" a conhecido, aquela familiaridade tão boa. Gostei muito de encontrar Floresta Mirrada e de conhecer a esplêndida mansão. Tudo é descrito como deve ser. Sem ser demasiado, mas sem ser de menos. Está tudo equilibrado. No fundo, equilíbrio é o que mais pauta esta história. Equilíbrio em todos os aspetos. 

Pois é, mais um maravilhoso livro desta autora que eu tanto aprecio. Quero agradecer à Saída de Emergência por ter voltado a editar Robin Hobb. Muito obrigada. Por favor, continuem. Espero ler em breve o segundo volume desta esplendida trilogia. Estou tão curiosa para ler o próximo! 

Recomendo vivamente a todos os leitores que apreciam uma história excelente, com aventuras, romance, emoções fortes. É do melhor que se pode ler. E também quero referir o excelente design tanto no exterior (a capa é linda!), mas também interior, tanto a nível de formatação e imagens. 

NOTA (0 a 10): 10 

sábado, 20 de maio de 2017

Tatiana e Alexander, de Paullina Simons

Sinopses:

Tatiana

Com apenas dezoito anos, Tatiana está grávida e só. O seu marido, Alexander, foi acusado de espionagem e preso pela infame polícia secreta de Estaline.

Alexander é um herói de guerra condecorado que carrega um segredo fatal. Nascido na América, vive encurralado desde a adolescência na União Soviética, para onde emigrou com os pais, que queriam viver o ideal comunista. Mas o brutal regime do país rapidamente destroçou os seus sonhos. Para se proteger, Alexander serviu o Exército Vermelho e fez-se passar por cidadão soviético. Para ele a II Guerra Mundial é já uma causa perdida: tanto a derrota como a vitória significam a morte.

As notícias que dão conta do triste destino de Alexander levam Tatiana a fugir para a América. Quando chega a Nova Iorque, ela é uma jovem viúva com um filho pequeno nos braços e um passado doloroso. Pouco tempo depois, tem um emprego, amigos e uma vida com que nunca ousou sonhar. Mas a dor pela perda de Alexander nunca a abandona. Algures dentro de si e contra todas as evidências ela continua a ouvir a voz do seu grande amor...

Uma história épica de amor e guerra. Um hino ao poder dos sentimentos e da fé humana. Tatiana é a sequela do bestseller mundial O Grande Amor da Minha Vida. (in Goodreads)



Alexandre

(...)
A viver na América com o seu filho, Tatiana tentou esquecer a mágoa pela perda do seu grande amor, Alexander. A sua vida seria perfeita se essa memória não estivesse presente a cada momento de cada dia. E quando uma improvável réstia de esperança de encontrar Alexander vivo se apodera dela, Tatiana não hesita. 

Deixa o pequeno Anthony aos cuidados da amiga Vikki e parte para uma derradeira e perigosa viagem à Alemanha. Em jogo está tudo o que construiu e a sua própria vida. Se for encontrada, Tatiana sabe que não escapará. É uma mulher marcada.

Mas mais impossível do que o seu sonho é a incapacidade de aceitar a vida sem Alexander. Mais forte do que o medo é a promessa que fizeram um ao outro há tantos anos atrás: "viveremos juntos ou morreremos juntos". 

Tatiana e Alexander protagonizam uma das histórias de amor da ficção contemporânea. Um inesquecível relato de paixão, guerra, coragem e sobrevivência. (in Goodreads)



Opinião:

Esta opinião abrange as duas edições portuguesas do livro original (Tatiana and Alexander). Por cá, a editora resolveu editar o segundo livro da trilogia como sendo o livro final e com duas partes, uma de cerca de 600 páginas e uma de 200 páginas. Não sei qual foi a ideia nem a justificação, só sei que não foi uma grande ideia, uma vez que a a história é maravilhosa e devia ser editado o terceiro livro.

Decisões à parte, decidi ler tudo  de seguida e escrever a opinião dos livros como um todo, uma vez que o segundo ou terceiro por cá (Alexander) faz parte da parte Tatiana.

Depois do maravilhoso e sofrido enredo de O Grande Amor da Minha Vida, não podia deixar de ler as aventuras e grandes perigos pelos quais Tatiana e Alexander passaram na sua odisseia para tentar fugir da União Soviética durante a 2ª Guerra. De uma pujança enorme, com a história mais triste e bela ao mesmo, O Grande Amor da Minha Vida é um dos meus romances favoritos. Personagens fantásticas, fortes e únicas, deixaram-me uma grande marca, bem como os acontecimentos pelos quais passaram. Estava na altura de ler a continuação e saber como é que Tatiana tinha conseguido sair da União Soviética e como Alexander tinha saído da situação difícil em que se encontrava, num hospital de campanha e a ser acusado de traição, com a sua verdadeira identidade quase descoberta.

Não podia ter ficado mais satisfeita com a continuação do primeiro livro. Neste, voltei a encontrar personagens fortes, um enredo forte, descrições cheias de vida e de realidade. Tatiana continua a ser uma rapariga de armas, cheia de força, mesmo nos momentos mais desesperados. Sozinha, grávida e na América, pensando que Alexender estava morto, Tatiana vê-se numa situação difícil. E, à medida, que a sua vida na América se vai desenvolvendo, ela vai sentido cada vez mais a falta do seu amor, mesmo com o seu filho bebé, a sua nova amiga e o médico que a tenta cortejar. Por sua vez, Alexander está muito mal. Depois de quase ter morrido, vê-se a braços com as forças do exército russo, que o quer prender e acusar de traição, enviando-o para um batalhão que tem como função encabeçar as forças russas, servindo de escudo e de bala para canhão. Pelo meio, existem várias outras personagens que são essenciais para todo o enredo.

Gostei muito do livro todo, mas confesso que os capítulos que contam a parte de Alexander marcaram-me mais. Tal deveu-se ao enredo narrado nesses capítulos. Uma parte mais sombria, mais dura, mais medonha na história. Vários são os perigos pelos quais ele passa, sempre com a sombra da traição por cima. Também as personagens são mais nuas, mais frias, mas, ao mesmo tempo, mais calorosas, mais vivas e grandiosas, mesmo que muitas delas só dê vontade de atacar. Alexander é a personagem que transmite, neste volume, toda a paixão, força, coragem e resistência que é o grande tema desta história. Durante todo o percurso que ele fez ao longo do livro é de uma força e resistência imensas, de coragem e amor. Claro que também gostei dos capítulos dedicados a Tatiana, a grande força por detrás de toda a coragem de Alexander. 

Em relação à narrativa, quero referir a grande emoção e força que ela transmite. É uma odisseia, uma ode ao amor, à coragem. O resistir a tudo e a todos, enfrentar tudo e todos por algo maior, pela Vida...esse é o grande tema do livro, é o seu núcleo: a força do amor e da Vida. É uma das histórias mais lindas que li até hoje. É uma história que poderia ter acontecido a qualquer casal durante aquele período e que poderá mesmo ter acontecido. É uma história de amor, de um amor que consegue vencer tudo e todos e que nunca se dá por vencido. Sem dúvida, encontrei nesta história algo de brilhante e muito belo. No meio de toda aquela dor, violência e medo, há esperança, fé e um grande amor, que, mesmo que seja pequeno, é tudo o que é necessário. 

Uma história forte, muito bem narrada, com tudo o que faz uma narrativa grandiosa e alcança um patamar mais elevado, permitindo ao leitor estar com as personagens e acompanhá-las ao longo da sua jornada, jornada essa que é cheia de perigos, mas cheia de ternura e amor.

Quanto às descrições, a autora conseguiu ser tão assertiva na escolha das palavras que criou imagens visuais muito fortes. Não só visuais, como olfativas e auditivas. É como se o leitor lá estivesse no meio de todo aquele caos, ou no meio de toda aquela serenidade ou folia, dependendo das partes da história. 

Ação, amor, guerra, emoção e aventura são os pontos chave desta grande narrativa de proporções épicas. São livros grandes, que se leem num ápice, tal não é o ritmo de grande emoção e adrenalina presente ao longo da história, em conjunto com uma escrita fluída e rica. 

Recomendo totalmente a todos os que gostam de uma história maravilhosa, que é também uma lição de História. Um dos mais belos romances da Literatura! 

NOTA (0 a 10): 10

domingo, 14 de maio de 2017

Divulgação - O Assassino do Bobo, de Robin Hobb

Venho divulgar uma das minhas autoras favoritas, uma das minhas sagas favoritas e um das minhas personagens favoritas. Estou a referir-me a Robin Hobb e à sua saga (três sagas, na verdade) de FitzCavalaria Visionário, umas das minhas personagens favoritas. 

Foi com enorme euforia e carinho que recebi a notícia da sua publicação em Portugal, pela Saída de Emergência, depois de alguns anos sem edições por cá. 

Três são as sagas que acompanham FitzCavalaria na sua jornada desde criança até à idade adulta. Duas estão já completas e editadas pela Saída de Emergência, a terceira está a começar por cá, tendo já os três livros publicados em inglês: Fool's Assassin, Fool's Quest e Fool's Fate. 

Agora, todos vamos ter a oportunidade de continuar a seguir as aventuras desta personagem tão amada e especial. Espero que gostem e que tenhamos a continuação em português. Obrigada Saída de Emergência, por continuarem a apostar nesta autora fantástica! 


Sinopse:

Tomé Texugo tem levado uma vida pacífica há anos, retirado no campo na companhia da sua amada Moli, numa vasta propriedade que lhe foi agraciada por serviços leais à coroa. Mas por detrás da sua respeitável fachada de homem de meia-idade, esconde-se um passado turbulento e de violência. Na verdade, ele é FitzCavalaria Visionário, um bastardo real, utilizador de estranhas magias e assassino. Um homem que tudo arriscou pelo seu rei, com grandes perdas pessoais.

Até que, numa noite fatídica, um mensageiro chega com uma mensagem que irá transformar o seu mundo. O passado arranja forma de se intrometer no presente, e os acontecimentos prodigiosos de que foi protagonista na companhia do seu grande amigo, o Bobo, vão voltar a enredá-lo. Se conseguirem, nada na sua vida ficará igual... (in Edições Saída de Emergência)

Recomendo este livro a todos os leitores. A todos os que acompanharam Fitz nas suas demandas ao longo das outras sagas, a todos os que gostam de uma boa história, a todos os que gostam de ler. 

Já conhecem estas sagas? Já leram Robin Hobb? O que têm a dizer?

Star Trek: Ongoing, volume 5, de Mike Johnson

Sinopse:

Bones

Neste conto descobrimos o que levou o Dr. Bones a seguir medicina e a ir para a Academia. 

The Voice of a Falling Star 

A história de Uhura, e do que a fez seguir o seu caminho para a Academia.

Scotty

Como Scotty decidiu ir para a Academia

Red Level Down

Aventuras de Chekov e Sulu na Academia, em especial em momentos de grande emoção e bravura. 



Opinião:

Mais uma bela banda desenhada de Star Trek. Apesar de não ter acrescentado muito à história em si, serve de "background" para as histórias pessoais das personagens, o que promove uma ligação mais forte com elas. 

Spock e Kirk, apesar de aparecerem, ficaram um tanto relegados para segundo plano, deixando assim as outras personagens terem mais destaque, algo que merecem, pois são, também, excelentes. 

Gostei de todos os contos. Gostei da forma como Bones foi apresentado e como a sua história é comovente. Gostei da intimidade entre Uhura e Spock e de como ele ficou a conhecer mais sobre o seu passado. Gostei de saber mais sobre a infância e as aventuras infantis de Scotty, sempre divertido, e gostei bastante da aventura de Chekov e Sulu, no conto mais complexo e completo desta banda desenhada. 

Não há muito para contar sobre os diferentes contos, uma vez que são todos sobre como é que as diferentes personagens chegaram à Academia ou como é que se graduaram lá dentro e das aventuras que por lá passaram. 

Uma leitura fácil, com momentos de grande emoção e aventura, belas imagens e a habitual adrenalina e gosto pelas aventuras das diferentes personagens. Recomendo a todos os que gostam deste universo e àqueles que gostam de boas histórias em banda desenhada! 

NOTA (0 a 10): 10