terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Passatempo A Filha do Gelo, de Luís Falcão de Magalhães (Chiado Books)

Está a decorrer passatempo aqui no blog! O livro é A Filha do Gelo, de Luís Falcão de Magalhães, em parceria com a Chiado Books, e termina dia 19 de fevereiro.

Fica a sinopse:

“Rainha Branca”, “Senhora do Gelo”, “Bruxa do Frio”. Os povos do norte sussurram, com reverência e medo em igual medida, os títulos da antiga Deusa.

Mas, quando começam a desaparecer viajantes e se vão espalhando entre as aldeias contos de criaturas ferozes e misteriosas, ao mesmo tempo que se ergue um novo culto à Deusa das Neves nas distantes Planícies Geladas, a ordem de cavaleiros d’A Torre decide pedir a um dos seus mais fiéis membros para investigar.

Acompanhado por Meer, - seu talentoso aprendiz e alquimista, e por um bando de jovens mercenários, conseguirá o cavaleiro Eregar - e a que custo - desvendar o que está por de trás destes misteriosos acontecimentos?

A Filha do Gelo, sob o manto de uma clássica aventura de fantasia medieval, explora os efeitos que a adversidade tem na formação de carácter, através da viagem das personagens principais e peripécias que estas enfrentam. (in Chiado Books)




Para mais informações referentes ao livro consultar aqui.


Regras do passatempo

Para participar é necessário:

Ser seguidor do blog;
Ser residente em Portugal Continental;
Preencher todos os campos do formulário;
Participar até às 23h59 do dia 19 de fevereiro; 
Só é aceite uma participação por pessoa/morada;
Haverá apenas um vencedor, que será apurado através do site random.org;
O blog não se responsabiliza por possíveis falhas/extravios dos correios.

Conto com as vossas partilhas, divulgação e comentários! 


sábado, 10 de fevereiro de 2018

Aquele Beijo, de Julia Quinn

Sinopse:

Gareth St. Clair vive momentos difíceis. Após a morte do irmão, passa a ser o único herdeiro da fortuna do pai. Infelizmente, o ódio deste por Gareth é tanto que prefere desbaratar o seu património a vê-lo nas mãos do filho. Resta-lhe como legado um velho diário, escrito pela avó paterna, que poderá conter os segredos do seu passado e a chave para o seu futuro. O único problema é que...o diário foi escrito em italiano, uma língua que o jovem não domina de todo.

Por um golpe de sorte, Gareth conhece Hyacinth Bridgerton, a mais jovem menina do conhecido clã, que nunca recusa um desafio, embora o seu italiano deixe muito a desejar. Além disso, Gareth intriga-a, pois parece estar sempre a rir-se ela. 

Juntos, embrenham-se nas páginas do velho diário, mas aquilo que vão descobrir transcende as palavras escritas em papel, e manifesta-se sob a forma de um simples - mas inesquecível - beijo... (in Goodreads)



Opinião:

Este é o sétimo livro da coleção Bridgertons. A personagem principal é Hyacinth, a irmã mais nova da família e a mais intelectual, inteligente e esperta. Como já é costume nestes livros, o romance está no ar e muitas são as aventuras pelas quais as personagens passam até conseguirem ficar juntas. No entanto, este surpreendeu-me ainda mais do que os outros pela forma como a autora engendrou o plano e as atitudes das personagens, em especial de Hyacinth, que mostrou ser uma das irmãs mais interessantes e fortes, com grande inteligência e desenvoltura. Gostei bastante! 

Hyacinth é uma boa personagem, interessante e esperta. Já referi outros tantos adjetivos semelhantes no parágrafo anterior, portanto não me vou alongar mais neste sobre a personagem. O seu par romântico é Gareth St. Clair, um belo homem que tem uma grande desavença com o pai e um segredo que tem medo que seja revelado. Gareth é uma personagem forte, cheia de vida e também interessante, fazendo um belo par com a jovem. As outras personagens que aparecem são todas elas interessantes, incluindo o pai dele, que, apesar de ser terrível, é crucial para a história, oferecendo bons momentos de emoção e tensão. 

Ao longo de sete livros, Julia Quinn estabeleceu um padrão para esta saga familiar e que já mencionei noutros posts sobre eles. Este não é exceção. Apesar da estrutura ser igual ao dos anteriores, há sempre surpresas e isso é fantástico e agradável de encontrar numa saga com histórias semelhantes e padrões idênticos ao longo das narrativas.

A escrita da autora é uma das mais valias, uma vez que é bastante divertida e séria nos momentos que o tem de ser. A ironia e o sarcasmo estão sempre presentes, o que torna a leitura bastante agradável e divertida. 

Gostei muito dos mistérios e das aventuras presentes neste volume e que fizeram com que ele fosse bastante diferente dos outros da coleção. É, sem dúvida, um dos meus favoritos! 

Também gostei das personagens, do desenvolvimento destas, bem como do romance entre elas. Penso que foi a melhor forma de dirigir o enredo, que ficou primoroso.

Sem dúvida, mais um excelente livro desta saga familiar e romântica, que recomendo a todos os que gostam de histórias de amor, aventura e paixão! 

NOTA (0 a 10): 10

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Espada de Vidro, de Victoria Aveyard

Sinopse:

O novo e eletrizante capítulo da série Rainha Vermelha intensifica a luta de Mare Barrow contra a escuridão que cresceu na sua alma...

O sangue de Mare Barrow é vermelho mas a sua capacidade Prateada, o poder de controlar os relâmpagos, transformou-a numa arma que a corte real tenta controlar. A coroa acusa-a de ser uma farsa, mas quando ela foge do príncipe Maven - o amigo que a traiu - , Mare faz uma descoberta surpreendente: ela não é a única da sua espécie.

Perseguida por Maven, Mare parte para descobrir e recrutar outros combatentes Vermelhos e Prateados que se juntem à batalha contra os seus opressores. Mas Mare encontra-se num caminho mortífero, em risco de se tornar exatamente no tipo de monstro que está a tentar derrotar. 

Será que ela vai ceder sob o peso das vidas exigidas pela rebelião?

Ou a traição e a deslealdade tê-la-ão endurecido para sempre? (in Edições Saída de Emergência)



Opinião:

Foi já há algum tempo que li o primeiro volume e gostei muito. Mesmo que o contexto e as personagens não sejam muito originais, existe um toque especial que me agarrou. Portanto, foi com prazer que comecei este segundo volume.

Voltar a encontrar Mare e os seus amigos foi bastante agradável. Se bem que não tem a mesma força que o primeiro, não se lhe fica muito atrás. As personagens continuam fortes e bem construídas, com um desenvolvimento linear e definido. De todas elas, continuo a gostar particularmente de Maven, que consegue ser a personagem mais forte, complexa e louca destes livros. Acho que foi o facto dele não aparecer muito que me fez não gostar tanto desde livro como do primeiro, apesar da história em si ser bastante forte e bem construída.

Em relação ao enredo, este é bastante bom, cheio de ação, muita emoção e momentos de grande suspense, com algum romance e amizade à mistura. A amizade e o amor são a base de grande parte das ações das personagens, em especial de Mare, que consegue ser uma narradora bastante interessante, uma rapariga forte e capaz de fazer tudo pelos seus amigos. Aliás, a história é sobre isso mesmo, na sua essência.

Neste volume há momentos de maior ação e perigo do que no primeiro, que foi mais calmo até à parte final, que foi eletrizante. A intriga é ainda maior, bem como o clima de incerteza face a quem é ou não aliado da protagonista. Mare narra a sua história de um modo seco e sem muitos floreados, o que é perfeitamente adequado ao género de história que é aqui apresentada. Aliás, é o melhor estilo de narração para estas histórias onde nada é amoroso. Gostei desse aspeto da escrita, bem como do contexto apresentado, que nos deixa conhecer um pouco mais sobre o mundo criado pela autora. 

As descrições são as necessárias para visualizar os momentos, existindo mais descrições dos sentimentos de Mare, que, a meu ver, aqui não eram necessárias. São um pouco demais. Gostava de saber mais sobre o que rodeia as personagens, a história em si. Pode ser que tal venha a acontecer nos próximos volumes. 

Gostei muito deste segundo volume e espero que o terceiro esteja para breve por cá! Quero ainda referir a beleza da capa e de todo o design do livro. 

Recomendo a todos os que gostam deste género distópico, de ação, intriga e muita adrenalina. Muito bom! 

NOTA (0 a 10):

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Rebecca, de Daphne du Maurier

Sinopse:

Publicado em 1938, Rebecca é talvez o romance por que Daphne du Maurier é hoje mais lembrada. Ao lê-lo entramos numa atmosfera onírica, sombria, alimentada por segredos que os códigos sociais obrigam a permanecer ocultos e que se concentram na misteriosa mansão Manderley. É para esta mansão que a narradora, uma jovem humilde, vai viver com o viúvo Maxim de Winter, ao aceitar o seu pedido de casamento. Mas então descobre que a memória da falecida esposa, Rebecca, se encontra ainda viva e que esta era tudo o que ela nunca será. À medida que o enredo se desenvolve, ela terá de redefinir a sua identidade num cenário em que os sonhos ameaçam tornar-se pesadelos... (in Goodreads)



Opinião:

Este é o segundo livro da autora que leio. Comecei pelo A Minha Prima Raquel e gostei muito. Todo aquele ambiente de tensão, mistério e intriga, fez com que ficasse apaixonada pela escrita da autora. Assim, foi com grande expectativa que entrei neste livro e só posso dizer que foi ainda melhor! 

Rebecca apresenta-nos uma história de amor e mistério, contada na primeira pessoa, onde nós vamos descobrindo o passado das personagens e da casa, Maderley. A narradora, cujo nome próprio nunca se fica a saber, começa a narrativa partindo do presente para o passado, onde nos apresenta o começo da sua vida de casada e como conheceu Mr. de Winter, o dono de Marderley. Através da história da segunda mulher de Mr. de Winter, conhecemos Rebecca, a primeira mulher, aquela de quem todos gostavam, a perfeita. A comparação entre a narradora e Rebecca começa a assombrar a relação e isso leva a que outros factos se descobram. 

Escrito como uma mestria incrível, Rebecca é uma viagem pelos meandros da mente humana, da paixão e do mistério. Com personagens fortes e complexas, aquela que menos gostei foi a narradora, por causa de algumas das suas decisões face a outras atitudes de várias personagens. Achei-a tímida e demasiado acanhada. No entanto, teve um desenvolvimento interessante e amadureceu. Mr. de Winter, apesar de tudo, mostrou-se uma personagem apaixonada, febril e complexa, que deu tudo o que tinha a dar à história, fazendo com que o mistério seja ainda mais denso. A governanta, Mrs. Danvers, consegue ter um papel muito forte e perturbador, que tira o folego em vários momentos. Mas é Rebecca quem dá vida à história. É o seu passado, a sua história, que move toda a trama e que nos agarra sem compaixão à narrativa. Rebecca, a perfeição, a beleza, aquela que todos queriam e amavam. É ela o coração do enredo, tal como a sua história com Maxim (Mr. de Winter). 

É um bom mistério, com amor, belas descrições, intriga, sedução e uma escrita mágica e envolvente.Uma história com todos os ingredientes que formam algo poderoso e arrebatador e que nos fazem querer devorar o livro. Sem dúvida, uma história a guardar no coração e na mente. 

Recomendo totalmente, a todos os que gostam de um livro forte, arrebatador, cheio de personagens complexas e cheias de pujança. É, de facto, um mistério muito bem conseguido e maravilhosamente bem escrito! 

NOTA (0 a 10): 10

sábado, 13 de janeiro de 2018

O Feitiço, de Charlotte Brontë

Sinopse:

Uma história diferente, onde o romance, o mistério e o crime andam de mãos dadas. É este o pano de fundo para uma história onde nem tudo é o que parece. Charlotte Brontë conta uma história despretensiosa, rica e diferente.



Opinião:

Outro livro que tinha para ler há algum tempo. Gosto sempre de ler os livros das irmãs Brontë, pois têm sempre enredos fortes, boas descrições e personagens cheias de carisma. Neste livro encontrei isso, mas também encontrei alguma confusão. 

Confesso que não gostei muito da história e as personagens pareceram-me muito alteradas. No entanto, a história é forte, cheia de emoção, romance e vingança. 

Todas as personagens, e são bastantes, têm um traço distinto, o que lhes confere o carisma habitual das suas histórias. A escrita é muito boa, repleta de boas metáforas e com um vocabulário muito rico. O contexto podia estar melhor definido, tal como a história em si. 

No entanto, foi uma leitura leve e de rápida. 

Recomendo a todos os que gostam das histórias das irmãs Brontë.

NOTA (0 a 10): 5

A Taça de Ouro, de John Steinbeck

Sinopse:

A Taça de Ouro é um romance que narra a história de Henry Morgan, em especial o saque à cidade do Panamá. Henry Morgan, corsário muito inteligente e feroz, dominou o Mar das Caraíbas por volta de 1670, e teve como principal objetivo encontrar e casar com uma misteriosa mulher. Tal vai levá-lo a acontecimentos muito conturbados e que o marcarão para sempre. O romance histórico de Steinbeck.





Opinião:


Já tinha este livro na estante há algum tempo e decidi lê-lo no final do ano passado. Foi uma leitura agradável, diferente e interessante. Gostei de conhecer a faceta mais histórica do autor, cujas palavras fortes e certeiras já tinha lido em A Pérola.

Henry Morgan mostra-se uma personagem cheia de altos e baixos. A narrativa acompanha-o durante toda a sua vida desde a juventude. Sendo uma personagem verídica que eu não conhecia, o retrato feito pelo autor pareceu-me bastante forte e cheio de personalidade. Também as outras personagens são interessantes e conseguem preencher bem a narrativa e o contexto.

É uma leitura fácil, com uma escrita fluída, bela e de rápida leitura. Dei por mim a devorar o livro, em especial nos momentos de maior ação. Apesar de já ter lido A Pérola há bastante tempo, lembro-me de ter sentido o mesmo em relação à escrita e fluência. No entanto, não me fascinou.

Uma forma interessante, com uma escrita elevada e bem construída, assim como o contexto e a própria narrativa, de conhecer mais sobre este tema e a história deste corsário que tanta riqueza acabou por levar à Inglaterra. É como que um belo e lírico estudo sobre ele.

Recomendo, assim, este livro a todos os que gostam de uma boa história, de saber mais e de ler livros com diálogos pujantes e cheios de vivacidade.


NOTA (0 a 10): 7

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

City of Lost Souls, de Cassandra Clare

Sinopse:

Depois dos acontecimentos em The City of Fallen Angels (A Cidade dos Anjos Caídos), Claire e companhia vê-se sem Jace, que desapareceu com Sebastian. Sem saber o que fazer e como procurar Jace, Claire desespera e acaba por tentar tudo para o descobrir. O que ninguém esperava era que Jace estivesse tão ligado a Sebastian. Será que Jace está a tornar-se malévolo como o seu companheiro? Será que Claire consegue salvá-lo? Neste livro, os Caçadores de Sombra embarcam numa perigosa aventura para resgatar um dos seus caçadores favoritos. Muita ação, romance e aventura, como habitual nesta série.



Opinião:

Mais um bom livro de Cassandra Clare. Gostei bastante, muita emoção, muita ação e romance, misturados com escuridão e seres monstruosos. 

Neste volume, as personagens continuam na sua demanda. Continuam todas iguais a si mesmas, sem sofrerem grandes alterações. Talvez Simon continue a ser o único que tem um desenvolvimento maior e um amadurecimento mais complexo. Não sou grande fã da Claire, mas continuo a achá-la interessante. Bane e Alex continuam a ser uma bela dupla, sendo que é possível vislumbrar nesses momentos algo do trilogia As Origens, que é a minha favorita. 

Dei por mim a ansiar pelos momentos em que o Irmão Zacarias aparece, e queria muito encontrar a Tessa, mas parece que ainda não foi desta. Por vezes penso que continuo a ler esta saga por causa deste trio: Tessa, Jem e Will. E sei que é o grande motivo, mas eu acho que a autora conseguiu criar um mundo bastante interessante, forte e rico, com personagens boas e um contexto bem elaborado, portanto continuo a voltar à serie dos Instrumentos Mortais

Em relação à enredo, continua a seguir a mesma linha. Muita aventura, momentos de grande perigo, seguidos por outros mais calmos e com bons momentos de introspeção das personagens quanto às suas atitudes, desejos e ambições. Gosto especialmente destas partes e daquelas reservadas à ação. O romance é um fator que acabar por ficar um tanto para trás nesta história, uma vez que não consigo criar uma relação entre a Claire e o Jace...não consigo vê-los como casal maravilha...Gosto mais dos outros casais da história. 

A escrita continua a ser boa, cheia de vocábulos ricos e que preenchem o contexto (alguns em latim, por exemplo). A par da escrita está o contexto, que a autora fez questão de criar com tanto esmero e carinho. É mesmo o grande ponto forte desta serie e o que mais me encanta nela.

Tendo em conta tudo o que referi, recomendo o livro a todos que gostam da autora e de uma boa história de fantasia e ação.

NOTA (0 a 10): 8